segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Abandono escolar em Portugal

Portugal tem das piores taxas de abandono escolar precoce na União Europeia (UE), revela o II documento de trabalho anual da Comissão Europeia sobre os progressos registados pelos 25 estados-membros no cumprimento dos objectivos da Estratégia de Lisboa para os sectores da educação e formação.Segundo este documento de balanço, Portugal registava, em 2004, uma taxa de 39,4% de jovens entre os 18 e os 24 anos fora dos sistemas de ensino e de formação e que não concluíram o secundário.Esta taxa é apenas inferior à de Malta (de 45%) e muito superior às registadas na maioria dos novos membros da UE-25. Estes países do leste e do centro da Europa apresentam taxas de abandono escolar nalguns casos ligeiramente superiores a 10% e noutros. Neste âmbito, a Espanha (30,4%) e a Grécia (15,3%) apresentavam maus desempenhos mas, ainda assim, bem melhores que o português. Única nota positiva para Portugal, neste campo a tendência para a baixa patente nos dois anos precedentes, 2002 (45,5%) e 2003 (40,4%).No período 2002-2004, Portugal e Malta eram os únicos países da UE onde a percentagem de população com uma educação secundária superior completa se situava abaixo de 50. No caso português, essa percentagem era de 49. No respeitante ao número de licenciados nos domínios científicos e tecnológicos, que a Estratégia de Lisboa quer aumentar em 15% até 2010, Portugal também surge entre os piores resultados, registando apenas 8,2 licenciados por cada mil habitantes entre os 20 e os 29 anos. Uma marca inferior às da Bulgária (8,3) e Roménia (8,8), países candidatos à adesão à UE. Atrás de Portugal, estavam a República Checa (6,4) e a Húngria (4,8). Irlanda, França e Reino Unido detinham os valores mais elevados, entre 20,8 e 30,2.No que toca ao número de adultos com uma instrução secundária inferior e participantes em acções de formação contínua e aprendizagem ao longo da vida, Portugal registou a quinta pior marca da UE em 2004 4,8% contra os 12,5% estabelecidos para o horizonte 2010. Com um desempenho pior surgem a Eslováquia, a Grécia, a Húngria e a Itália.O investimento das empresas portuguesas em formação contínua representava, em 1999, apenas 1,2% dos custos laborais totais, a quarta pior marca da UE-25 (com uma média de 2,3). Atrás de Portugal estavam a Grécia, a Polónia e a Lituânia Já no que se refere ao investimento público em educação, Portugal surge, em 2002, a meio da tabela 5,83% do PIB, um valor superior aos registados em onze estados-membros.

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